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Documentário traz depoimentos dos herdeiros da contracultura e entrevista filhos de Gil, Caetano, Rita Lee e mais

Moreno Veloso Divulgação O que significava crescer dentro de um ambiente em que liberdade artística, experimentação e ruptura de padrões faziam parte da r...

Documentário traz depoimentos dos herdeiros da contracultura e entrevista filhos de Gil, Caetano, Rita Lee e mais
Documentário traz depoimentos dos herdeiros da contracultura e entrevista filhos de Gil, Caetano, Rita Lee e mais (Foto: Reprodução)

Moreno Veloso Divulgação O que significava crescer dentro de um ambiente em que liberdade artística, experimentação e ruptura de padrões faziam parte da rotina? Essa é a pergunta que conduz “Nem tudo é paz e amor”, novo documentário do diretor Betão Aguiar que integra a Mostra Brasil do festival In-Edit Brasil 2026, em São Paulo. O longa reúne relatos de filhos de artistas e personagens ligados à contracultura brasileira para revisitar memórias da infância e discutir como as transformações culturais e comportamentais dos anos 1970 atravessaram também a vida privada e as relações familiares. Entre os entrevistados estão Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção. Dirigido por Betão Aguiar, o documentário também parte da experiência pessoal do cineasta. Filho da escritora e produtora Marília Aguiar e do músico Paulinho Boca de Cantor, um dos integrantes dos Novos Baianos, ele revisita episódios da própria infância para refletir sobre os efeitos de crescer em um contexto marcado pela psicodelia, pela convivência com artistas e pela busca por novos modos de viver. Segundo o diretor, o filme nasceu da percepção de que, ao lado do ideal de liberdade daquela geração, também ficaram perguntas e vazios para quem viveu esse período como filho. A proposta é construir uma conversa sobre herança cultural, afetos e os impactos íntimos de um momento de intensa transformação social. A ideia original do projeto é de Jasmin Pinho, amiga de adolescência de Betão que morreu em 2020 Com 86 minutos de duração, o documentário mistura depoimentos, música e referências ao chamado Cinema de Invenção para revisitar o período em que movimentos como a Tropicália e os Novos Baianos ajudaram a transformar o cenário cultural brasileiro durante a ditadura militar. Com estreia no circuito comercial prevista para o segundo semestre de 2026, o documentário ainda terá sessões na Cinemateca Brasileira (25 de junho, às 20h) e no Centro Cultural Olido (28 de junho, às 14h).