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Mãe alertou polícia sobre filho armado antes de ataque a Centro Islâmico nos EUA; três pessoas morreram

Atentado mata três em mesquita de San Diego Antes do ataque que deixou três mortos no Centro Islâmico de San Diego, nos Estados Unidos, a mãe de um dos ati...

Mãe alertou polícia sobre filho armado antes de ataque a Centro Islâmico nos EUA; três pessoas morreram
Mãe alertou polícia sobre filho armado antes de ataque a Centro Islâmico nos EUA; três pessoas morreram (Foto: Reprodução)

Atentado mata três em mesquita de San Diego Antes do ataque que deixou três mortos no Centro Islâmico de San Diego, nos Estados Unidos, a mãe de um dos atiradores ligou para polícia e alertou que filho estava armado. A informações foi divulgada pelo chefe de polícia de San Diego, Scott Wahl, em uma coletiva na noite desta segunda-feira (18). Duas horas antes do ataque, perpetrado por atiradores de 17 e 19 anos, a mãe de um deles avisou a polícia que o filho, que ela descreveu como suicida, havia fugido de casa levando três armas de sua propriedade e seu veículo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o chefe de polícia, a mãe disse que o filho estava com um acompanhante e que ambos vestiam roupas camufladas. A polícia iniciou as buscas pelos jovens e, por precaução, enviou patrulhas a um shopping center próximo e à escola do filho quando recebeu ligações relatando o tiroteio na mesquita. O chefe se recusou a divulgar o conteúdo de um bilhete que, segundo ele, foi encontrado pela mãe da adolescente fugitiva. Os criminosos morreram após o ataque. A polícia acredita que se trata de um crime de ódio. As vítimas eram três homens adultos, segundo a polícia, incluindo um segurança que trabalhava no Centro Islâmico. Já os atiradores tinham 17 e 19 anos. As identidades das vítimas não foram divulgadas. Segundo Scott Wahl, o ataque ocorreu pouco antes do meio-dia no horário local. Centenas de crianças que estavam em uma escola dentro do complexo islâmico foram retiradas em segurança e não ficaram feridas. Segundo as autoridades, os dois suspeitos abriram fogo na entrada do Centro Islâmico. As três vítimas foram encontradas mortas do lado de fora da mesquita. Segundo o chefe de polícia Scott Wahl, o segurança que foi morto teve papel “fundamental” para evitar um “banho de sangue”. Pouco depois, os corpos dos dois atiradores foram encontrados dentro de um carro em uma rua próxima. Segundo a polícia, eles aparentemente tiraram a própria vida após o ataque. O jornal The New York Times afirmou que investigadores encontraram um documento com conteúdo “anti-islâmico” no veículo. O FBI participa das investigações. “Jamais vivemos uma tragédia como essa antes”, disse Taha Hassane, imã e diretor do Centro Islâmico de San Diego. “É extremamente revoltante atacar um local de culto.” Policial em mesquita de San Diego, na Califórnia, em 18 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake Segundo a polícia, cerca de 50 a 100 agentes responderam ao primeiro chamado de “atirador ativo” e chegaram ao local em cerca de quatro minutos. Wahl afirmou que nenhum policial disparou tiros durante a ocorrência. Ao mesmo tempo em que policiais respondiam ao ataque na mesquita, disparos também foram registrados contra um jardineiro a poucos quarteirões dali. O homem não ficou ferido. A polícia ainda investiga se os casos têm ligação. O centro fica no bairro de Clairemont, uma região residencial e comercial a cerca de 14 quilômetros do centro de San Diego. Segundo o site da instituição, ela abriga a maior mesquita do condado de San Diego, próximo à fronteira com o México. O complexo também inclui a Bright Horizon Academy, uma escola que oferece ensino islâmico, além de cursos de língua árabe e estudos do Alcorão. O site afirma que a missão do centro islâmico é não apenas atender a população muçulmana, mas também “trabalhar com a comunidade em geral para ajudar os menos favorecidos, educar e melhorar nossa nação”. Cinco orações diárias são realizadas no local, e a mesquita atua com outras organizações e pessoas de diferentes religiões em causas sociais. O ataque ocorreu às vésperas do Eid al-Adha, uma das principais celebrações do islamismo, e da peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita. Comunidades judaicas e muçulmanas nos EUA têm relatado aumento da preocupação com ataques desde o início da guerra envolvendo Israel, Irã e aliados na região do Oriente Médio. LEIA TAMBÉM Trump diz que havia aprovado ataque ao Irã para terça, mas suspendeu ação após pedido de líderes árabes Irã acelerou execuções de prisioneiros após início da guerra, denunciam ONGs; veja relatos Quem é o mergulhador que morreu durante resgate de italianos nas Maldivas Equipes de emergência atuam no local de um suposto ataque a tiros no Centro Islâmico em San Diego, nos EUA REUTERS/Mike Blake VÍDEOS: mais assistidos do g1